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4 regras simples para escrever um texto vendedor

Como escrever um texto que faça o seu leitor sonhar? Que o leve a querer conhecer melhor a sua empresa? Ou mesmo a comprar os seus produtos?

Seja que se trate de uma ficha de produtode uma folheto ou de qualquer outro conteúdo comercial, nunca é simples encontrar as palavras certas para convencer os seus potenciais clientes. De facto, os mecanismos psicológicos em jogo na leitura (mesmo do texto mais simples) são complexos e por vezes contraditórios. O texto de uso comercial deve informar, mas também fazer sonhar; frequentemente tem de se dirigir tanto à razão quanto à emoção…

Além disso, mesmo no seio de um grupo social homogéneo e bem identificado pela sua estratégia de marketing, um cliente não é igual ao outro! Nessas condições, como orientar-se? Escrever um texto vendedor que acerte em cheio, será isso uma total roleta-russa?

Nem por isso: existem, no entanto, algumas regras simples a seguir para não afugentar os seus clientes potenciais. Contamos-lhe tudo neste artigo, através de 4 regras simples para escrever um texto vendedor.

Bom saber
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1. Não exagere ao promover seu produto

Na web, mensagens publicitárias agressivas e repetitivas já não fazem sentido.

De facto, a lógica não é a mesma da televisão ou do rádio, onde as comunicações comerciais são necessariamente percebidas como intrusivas porque intervêm no meio dos programas.

Elas têm, por isso, de ser impactantes e transmitir uma mensagem rápida e eficazmente, mesmo que isso signifique exagerar (bastante).

Na Internet, recomenda-se adotar uma abordagem mais suave, nomeadamente obtendo previamente a permissão dos seus potenciais clientes — isso pode passar pela inscrição numa newsletter, por exemplo. É exatamente esse o objectivo do que hoje se chama inbound marketing.

Omarketing de atração define-se primeiro pelo que não é: é o oposto do outbound marketing. O outbound marketing corresponde às primeiras épocas da publicidade, no século XX. Na altura, a publicidade limitava-se frequentemente a um anúncio: era preciso pôr à vista do visitante, de forma explícita, uma promoção, uma qualidade excepcional de um produto.

A intervenção publicitária não era desejada pelo visitante, que a sofria passivamente. À medida que a publicidade aumentou de volume, as solicitações tornaram-se onipresentes. A internet acabou por exacerbar essa tendência, a ponto de tornar o outbound marketing tão agressivo, tão ubíquo que se tornou ineficaz.

De facto, a maioria dos internautas hoje em dia treinou o olhar, até se tornar “cega” à publicidade que surge nos seus ecrãs de forma não solicitada. É sobre esses limites do outbound marketing que nasce a tendência atual do inbound marketing.

O inbound marketing não força, não se impõe: deixa o internauta vir até si. Como? Colocando à sua disposição as informações fiáveis e especializadas que procura.

Se saciar a sede de conhecimento do internauta, ganhará a sua simpatia suavemente. Ele identificá-lo-á como um especialista: falará voluntariamente de si ao seu círculo e recorrerá a si no momento da compra.

O internauta não se sentirá coagido, passará tempo no seu site, deslizará insensivelmente das páginas do seu blog para as suas páginas de venda: a sua taxa de conversão aumentará sensivelmente, sem qualquer ação publicitária agressiva.

Na internet, é recomendado ter uma abordagem mais suave, nomeadamente obtendo a permissão dos seus potenciais clientes antecipadamente – isso pode traduzir‑se pela subscrição de uma newsletter, por exemplo.

2. Use uma linguagem simples e comum

Quando se escreve um texto, é tentador empregar uma linguagem erudita e expressões rebuscadas.

No entanto, quando se trata de promover uma marca ou um produto, a simplicidade é essencial: use uma linguagem corrente, compreensível por todos, e não perca os seus leitores com perífrases e jargão.

Primeiro, porque de forma alguma deve fazer com que o seu público se sinta inferior, ou pior, desprezado por um jargão que não domina. Seria catastrófico do ponto de vista da sua imagem de marca. Deve parecer um especialista, certamente, mas um especialista capaz de se pôr à altura de cada um e de explicar assuntos técnicos com palavras do quotidiano.

Além disso, tenha sempre em mente que a concorrência é feroz e que existe uma enorme quantidade de conteúdo disponível na internet. A melhor forma de se destacar é aplicar o princípio “Less is more”. E sim, num contexto de sobreabundância de informação, a simplicidade é o luxo supremo…

É também a melhor forma de ser facilmente memorizado pelos seus leitores. Aqui coincidem dois aspetos que à primeira vista não pareceriam compatíveis: o sentido do marketing e… o sentido da poesia.

De facto, nada supera uma fórmula curta, harmoniosa e até melodiosa, pelo seu poder de sugestão e pela sua capacidade de marcar as memórias.

Neste sentido, escrever um bom texto vendedor é um número de equilibrismo entre esse aspeto poético e o aspeto estritamente marketing: é preciso apresentar argumentos racionais (por exemplo, o preço competitivo, as características do produto, ou ainda as condições vantajosas e tranquilizadoras de entrega, garantia e serviço pós‑venda) no corpo do texto, ao mesmo tempo que se reservam passagens curtas, intensas e com um verdadeiro golpe poético no início e no fim do texto.

Atenção
Mesmo o « estilo oral » é um estilo trabalhado, obedecendo a regras. Mesmo num tom familiar, fora de questão apresentar aos seus potenciais clientes um texto cheio de erros.

Claro que isso não significa que possa permitir‑se erros ortográficos nem repetições gramaticais, nem que possa usar uma linguagem demasiado crua (embora isso dependa do seu público).

 

3. Fale a linguagem do seu público-alvo

Uma das chaves do content marketing (e da comunicação em geral) é saber a quem nos dirigimos.

Conheça os seus clientes, os seus hábitos, as suas preocupações, etc., para falar melhor com eles.

Para lhes falar bem não basta identificar mecanicamente um dos três níveis de linguagem (informal, corrente ou culto), de forma esquemática, com base na idade e na posição social. Na realidade, os sinais de reconhecimento entre os membros de um mesmo grupo social passam por nuances de linguagem mais subtis.

Uma gíria bem colocada com humor, um anglicismo profissional, uma palavra numa língua estrangeira carregada de conotações (a "dolce vita" italiana prometida por um dos seus produtos, por exemplo) podem fazer toda a diferença e criar uma cumplicidade imediata com o seu leitor, que vai pensar "é um dos nossos". E um leitor que se sente compreendido pode facilmente tornar-se um potencial cliente curioso e depois num comprador entusiasmado!

Existem muitas maneiras de aprender a linguagem deles:

4. Envolva seu público-alvo

Mesmo um texto comercial deve ser interessante para o leitor: não pode limitar-se a dizer "Isto é o que temos para vender".

Por isso é muito importante envolver o seu potencial cliente. Para isso, pode:

  • Contar-lhe uma história: o storytelling é uma excelente forma de captar a atenção e dar mais sentido ao seu discurso;
  • Fazer perguntas: usar a forma interrogativa no título e no corpo do seu texto convida o leitor a envolver-se. Isso deixa espaço para os seus próprios pensamentos e opiniões.

Como atesta desde a Antiguidade o mito de Orfeu, o contador de histórias possui um poder de fascínio considerável. A sua versão moderna e de marketing é o storytelling: você "encanta" o seu leitor contando-lhe uma história, a sua.

Conte como o seu projeto nasceu, ponha-lhe uma parte sentimental e autêntica para conquistar a simpatia do leitor, dando de si uma imagem "encarnada", pessoal. É também a oportunidade de pontuar o seu relato com informações objetivas e valorizadoras para a sua empresa.

Depois, por que é tão importante fazer perguntas? Para contrariar a passividade induzida pelo antigo outbound marketing, como vimos acima. Fazer perguntas é fazer crer num diálogo, abrir um espaço para que o efeito do seu texto continue... na cabeça do leitor!

Respeitar estes princípios facilita muito a redação de um texto comercial apelativo, convincente e agradável de ler.

No entanto, não se improvisa redator: a escolha das palavras certas e das formulações mais adequadas, ou a capacidade de contar uma história cativante, são competências indispensáveis para redigir um texto de qualidade.

Não tem nem o tempo nem a inspiração necessários para satisfazer todas as exigências de um texto sintaticamente perfeito e realmente vendedor?

Nesse caso, é sem dúvida mais sensato confiar essa função — tão importante na sua estratégia de abordagem, já que costuma ser a primeira impressão que você deixará — a um profissional da escrita de marketing.

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